Dia de Churrasco: Sol, Picanha e Guaraná

Dia de Churrasco: Sol, Picanha e Guaraná

A primavera chegou e trouxe com ela o calor. Então, já demos início oficial à temporada de churrasco por aqui! E vou te falar que churrasco aqui pode ser muito bom. Aqui em Toronto dá pra achar tudo quanto é tipo de corte de carne brasileiro, inclusive a nossa picanha, que é bem mais barata que no Brasil e igualmente deliciosa, graças aos tantos mercados portugueses que aprenderam com a gente.

E churrasco bom é aquele acompanhado de farofa, pão de alho e guaraná, com direito a música brasileira. Oh coisa boa! Nesse vídeo, eu contei com a participação do Rian Lins, do canal Estamos Aqui, que foi o grande responsável pelas risadas enquanto gravávamos o vídeo. Obrigada, Rian!

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Como encontrar Médico de Família em Ontario?

Como encontrar Médico de Família em Ontario?

Todos os canadenses, residentes permanentes e temporários que têm acesso à saúde pública (OHIP, no caso de Ontario) precisa ter um médico que o acompanhe em todos os assuntos relacionados à sua saúde e da sua família. É o family doctor, ou médico de família.

Ele atua como uma espécie de clínico geral, mas que na verdade faz muito mais do que o que estamos acostumados no Brasil. Muita coisa de rotina que a gente está acostumado a tratar com especialistas, o médico de família é que vai realizar. E, caso um especialista seja necessário, é ele quem vai te encaminhar.

Ir rotineiramente ao médico de família faz parte do funcionamento do sistema da saúde pública aqui e me tranquiliza muito saber que um profissional só tem todas as minhas informações médicas.

Antes de eu ter acesso à saúde pública daqui, ouvia muitas pessoas falando da dificuldade de encontrar um médico de família que esteja aberto a novos pacientes. Mas quando chegou a minha vez, confesso que não achei essa dificuldade, pelo menos aqui em Toronto. Existem várias formas de encontrar um family doctor disponível pra não depender apenas de indicação de amigos.

Diretório de médicos e cirurgiões

College of Physicians and Surgeons of Ontario tem um diretório de médicos que te permite realizar uma busca bem detalhada. A busca avançada permite que você pesquise com base na proximidade do seu postal code, tipo de médico (basta marcar family doctor, mas também dá pra pesquisar por especialistas), hospital que ele tem relacionamento e até por idioma que ele fala (importante pra quem não tem um inglês bom).

Health Care Connect

O Heath Care Connect é uma serviço do governo de Ontario que conecta pessoas que não tem médico de família a um médico ou enfermeira de família (sim, também existem enfermeiras especializadas a fazerem atendimento similar ao do médico de família). É importante ressaltar que você não pode ter um family doctor pra poder usar esse serviço. Caso você tenha e queira apenas trocar, você precisa se desvincular dele primeiro pra poder usar o Health Care Connect.

Depois de se registrar, eles vão tentar encontrar um médico de família de acordo com suas necessidades e perfil. Se decidir não optar pela recomendação deles, só tentar de novo.

Opencare

Opencare é um site mais voltado para encontrar dentistas (que também recomendamos!). Porém, eles também têm listas de family doctors em cidades como Toronto, Mississauga, Ottawa, etc. Basta colocar seu postal code que ele vai sugerir médicos próximos de você. E o melhor é que você vê avaliações e reviews e ainda consegue marcar as consultas online, o que facilita muito a vida!

Ah, e se você resolver usar o Opencare para encontrar e agendar um horário com um dentista, use este link pra ganhar um $50!

Espero que com essas dicas seja mais fácil encontrar um médico de família e que amenize a ansiedade de vocês quanto a isso. O que não pode é a família deixar de ter acompanhamento médico.

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Dirigindo com CNH em Ontario: regras e prazos

Dirigindo com CNH em Ontario: regras e prazos

Quem chega aqui em Toronto ou alguma outra cidade de Ontario, principalmente quem vem ficar mais tempo como a gente, costuma ter dúvida sobre até quando se pode dirigir com a carteira de motorista brasileira no Canadá.

E inclusive, é algo que pode gerar um pouco de controvérsia, porque as coisas nunca são tão simples, né? Então resolvemos explicar melhor as regras de Ontario.

Destaco aqui que estou falando sobre a província de Ontario porque as leis variam de província pra província e isso pode mudar. Sempre confira isso de forma separada.

Tudo que estou falando nesse post é baseado nas informações da própria província de Ontario.

Você é visitante ou morador de Ontario?

Essa é a primeira coisa que precisamos deixar claro.

As regras para dirigir aqui em Ontario não têm NADA a ver com seu status imigratório. Tanto que ela vale também pra canadenses vindo de outras províncias. Eles não querem saber que tipo de visto ou permissão você tem.

As regras são divididas entre o que você veio fazer na província: ou você veio visitar ou morar aqui.

Isso é o que gera controvérsia. Porque a interpretação disso varia, principalmente nos casos de quem, como nós, veio com visto de residente temporário (seja de estudo, trabalho ou visitante).

Então, fica aqui a minha opinião. Eu ignoro meu status imigratório e meu tipo de visto e apenas penso em alguém me fazendo a seguinte pergunta: “Onde você mora?”

Minha resposta pra essa pergunta é: “Toronto”. Se sua resposta for a mesma ou outra cidade da província, na minha opinião, você entra na regra dos residentes de Ontario.

Afinal, eu não vim visitar aqui. E, pra mim, é isso que define.

Outra informação importante: O prazo dado pra dirigir com a carteira brasileira não é contado, necessariamente, da sua chegada ao Canadá. Como mencionei, essas são as regras da província e o que conta é quando você chegou em Ontario.

Ou seja, se você chegou no Canadá, mas foi pra Vancouver e depois de 1 mês você veio pra Toronto, vai começar a contar de quando você entrou na província.

Lembre-se de que essas regras valem até pra canadenses de outras províncias, então não é o carimbo do passaporte que conta, se você não chegou diretamente aqui.

Agora, vamos às regras para dirigir com carteira de motorista brasileira em Toronto e resto Ontario.

Regras para visitante dirigir com carteira brasileira

As regras se dividem pra quem vem visitar menos de três meses e mais de três meses e são bem simples.

  • Visitando Ontario por menos de três meses: você pode usar sua CNH normalmente.
  • Visitando Ontario por mais de três meses: após os três meses, você precisa da PID (carteira de motorista internacional). Então, num caso desses, você precisa se preparar e emitir uma PID ainda no Brasil, antes de vir.

Regras para novo morador dirigir com carteira brasileira

Essa é ainda mais simples, apesar de não ser muito vantajosa pra gente.

Quem se muda pra Ontario só pode dirigir com a carteira original (seja ela a carteira brasileira, no nosso caso, ou carteira de outra província) por dois meses (60 dias).

Depois disso, apenas com carteira de motorista canadense (da província).

E, sobre a carteira canadense, fica de olho que vou contar minha experiência com isso em breve!

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UM ANO DE CANADÁ: Perguntas e Respostas

UM ANO DE CANADÁ: Perguntas e Respostas

 

E faz um ano que nós chegamos em Toronto!

Passou muito rápido, mas ao mesmo tempo, parece que foi há tanto tempo!

Resolvemos responder algumas perguntas sobre essa experiência, numa espécie de retrospectiva pra vocês. Mas, antes de tudo, vamos relembrar um pouquinho da nossa história:

Chegamos no Canadá em dezembro de 2015. Racquel veio fazer um college e Paulo veio trabalhar.

A Racquel veio fazer um college de dois semestres no Centennial College e logo depois de terminar o curso, começou uma nova pós, de três semestres, no mesmo College. E o Paulo, depois de alguns meses, começou a trabalhar na área dele (TI).

Então, dá um play no vídeo, ou confira as respostas reduzidas de cada tema abaixo!

O que acha do Centennial College? (02:05)

Racquel: Eu adoro! Recomendo e aprovo. Mas é importante lembrar que, como toda faculdade, não é perfeito. No fim das contas, depende do curso e depende da opinião de cada um também. Mas eu adoro o fato de que praticamente todos os professores estão ativos no mercado de trabalho e têm muita experiência na área e de que o curso em si é voltado para o mercado. Estou muito satisfeita com isso, com os cursos e com o Centennial em geral.

Ao terminar o primeiro semestre do primeiro curso, escrevi um post falando sobre as minhas impressões sobre o Centennial College e meu curso.

Como está o trabalho? (03:28)

Paulo: “Tá bom”. Tive muita dificuldade no início por não ter o inglês fluente. E se preparar pra isso é o que eu mais recomendo. Hoje as coisas estão muito melhores e me comunico tranquilamente, mas isso é algo que dificulta bastante no início e gostaria de ter começado com o inglês bem melhor.

E o inverno? (04:42)

É frio!!!!!! Haha… Mas a gente se adapta!

O inverno de 2015/2016 foi muito tranquilo, com temperaturas bem amenas e pouca neve. Então, a gente considera que esse é o nosso segundo inverno e vamos poder falar com mais firmeza sobre isso quando sobrevivermos a ele.

Mas a vida não para: o corpo se adapta, as roupas dão conta e a vida continua!

Como são as amizades com não-brasileiros? (07:27)

São poucas. Não porque achamos que os canadenses e outros imigrantes são frios e distantes, mas mais porque nós sentimos uma identificação mais forte com as pessoas que estão em situação semelhante à nossa e que tem o mesmo contexto cultural que a gente, e isso significa nos aproximarmos mais de brasileiros. É algo muito natural!

Então apesar de termos uma ótima relação com colegas de sala e de trabalho, aquela amizade profunda acabou ficando mais focada nos brasileiros mesmo. Mas é possível, sim, fazer amizades com pessoas de outras nacionalidades!\r\n

O que mais dificulta a adaptação? (08:44)

Nos pediram para não considerarmos família e clima ao responder essa pergunta. Então, escolhemos outras coisas que também parecem óbvia:

O idioma. Quanto menos você for fluente no inglês, mais difícil vai ser sua adaptação. Quem vem com inglês zerado, pra estudar aqui, tem que ter em mente que o início vai ser bem mais difícil.

Outra questão é o fato de chegarmos aqui sem conhecer ninguém. A gente não só vem sem família, mas viemos sem amigos também. Ficar isolado não pode ser uma opção nesse caso: os novos amigos são essenciais na fase de adaptação.

Quais foram os maiores perrengues? (10:16)

A primeira fase, de procurar imóvel pra morar e arrumar emprego, foi a pior ( falamos um pouco disso nesse post sobre os primeiros dias aqui no Canadá). E cada um vive isso de um jeito diferente e dura um tempo diferente. É definitivamente a parte mais sofrida.

O outro perrengue é o college. Voltar a estudar, em tempo integral, em cursos tão puxados como são aqui, é definitivamente um loooooongo perrengue, que parece não ter fim!!!

Está valendo a pena? Vocês pensaram em desistir? (12:27)

Está valendo demais! Cada perrengue, cada dificuldade serve pra fazer a gente aprender e crescer. Quando tudo fica muito difícil, a gente pensa em desistir por apenas meio segundo e daí se lembra do nosso objetivo e do foco que a gente tem.

Não é fácil, mas a gente faria tudo de novo.

Qual a maior dica de vocês? (13:55)

Se planejem.

Se preparem.Filtrem tudo que vocês leem, veem e ouvem.

O Canadá é maravilhoso, mas é preciso ter noção da vida real, das dificuldades reais de fazer uma mudança de vida dessas e começar do zero por aqui. Vir com uma visão muito lúdica, de conto de fadas pode causar muito risco e muita decepção.

Saiba que o Canadá tem defeitos, sim, e que vir pra cá não é fácil e muito menos garantia de sucesso. Quanto mais pé no chão for a sua visão, mais chances de você se surpreender positivamente ao chegar aqui, no lugar de negativamente.

 

E é isso, pessoas! Espero que tenham gostado do vídeo!

E Feliz 2017 pra todos vocês!

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Saúde Pública em Ontario: quem tem acesso ao OHIP

Saúde Pública em Ontario: quem tem acesso ao OHIP

Finalmente aplicamos ao OHIP! Então é hora de contar pra vocês como foi e como funciona…

OHIP é o Ontario Health Insurance Plan: a saúde pública de Ontario. Tudo muda de província pra província, então saiba que esse post vai ser bem específico pra quem mora ou vem morar por aqui!

Pra começar, saibam que todas as informações que vamos falar aqui está disponível no site do Health Ontario, na seção sobre o OHIP, mas também vamos falar um pouco da nossa experiência em si e das nossas impressões, o que acredito que vai ajudar muito vocês.

Quem é elegível à saúde pública em Ontario?

Aqui é bem restrito quanto ao acesso à saúde pública. Apenas cidadãos, residentes permanentes e quem tem visto de trabalho (e seus dependentes) são elegíveis – a lista e detalhes sobre eligibilidade estão nessa página. Mas existem regras básicas.

O requisito geral é que você deve ser um residente em Ontario. Não basta, por exemplo, você ser dono de uma casa aqui apenas. Ao se inscrever, você se compromete a estar fisicamente presente aqui por 5 dos primeiros 6 meses de residência aqui (e eles contam em dias, então até viagens para uma outra província descontam nesse tempo) e, depois disso, tem que estar aqui por 5 meses de cada 12 meses residindo em Ontario.

Isso acontece porque cada província tem o seu plano de saúde público e cada um é responsável pelo seus residentes, não dá pra ser coberto por dois e nenhuma província vai querer ficar cobrindo quem está passando mais tempo em outra.

Cidadãos e Residentes Permanentes

Cidadãos e residentes permanentes podem se inscrever para o OHIP assim que firmam residência aqui. O direito já é automático. Mas há um tempo de carência, então, ele só começa a valer de verdade depois de três meses que a pessoa está residindo aqui.

Work permit

Esse era o nosso caso e é bem mais chato pra aplicar. Mas vamos às regras e depois vou detalhar como que funcionou pra aplicar.

Além de provar que você tem uma permissão de trabalho, você precisa estar empregado numa posição full-time e a empresa precisa se comprometer a te empregar por pelo menos 6 meses. Da mesma forma, existe um período de carência que começa a contar na data do início do emprego elegível ou, caso seja informado algum período de experiência na empresa, a data em que você saiu desse período probatório.

Como aplicar para o OHIP?

Agora vem a nossa experiência, então vamos falar do nosso caso de uma pessoa com work permit (Paulo) e outra como seu dependente (eu, com study permit). E achamos importante falar sobre esse processo porque ele é cheio de pegadinhas.

Documentos básicos

O próprio site deles dá uma lista dos documentos necessários pra poder aplicar:

Documentos exigidos para OHIP

Basicamente, você vai precisar de:

  • Work permit (de quem tem work permit) e o study permit (ou outro documento que comprove status do acompanhante);
  • Comprovante de residência;
  • ID.

Aí vêm as coisas que é preciso ficar atento:

  1. Os dois precisam ter comprovante de residência no próprio nome. Apenas um ter e o outro simplesmente mostrar a certidão de casamento não adianta. Pois é, tentamos isso… haha… Eles não ligam pro relacionamento, nisso eles confiam e nem pedem certidão, mas a prova de onde você mora é que é obrigatória!
  2. O comprovante tem que ser examatente o que está na lista. Algo que não está na lista não vai ser aceito de jeito nenhum. A única exceção que consegui descobrir até hoje é que aceitam uma carta do landlord, com telefone de contato dele(a), informando que a pessoa realmente mora naquele endereço.
  3. Tem que ser versão original impressa. Ou seja, aquela conta de banco que você recebe por e-mail não serve. Isso é importante porque a maior parte das coisas aqui são automaticamente digitais. Então, se prepare e peça pra uma dessas coisas chegar por correio se você não tiver mais nada.
  4. Isso é fácil pra quem tem Photo ID ou carteira de motorista daqui. Pra fazer o Photo ID, por exemplo, você só escreve seu endereço e eles já aceitam e criam o ID. Ele já serve como comprovante de residência! #ficadica
  5. A carta do empregador é algo muito específico, mas vamos falar disso com mais detalhe em seguida.

Carta do Empregador: a chatice

Essa foi a parte mais chata, MESMO. Porque eles são bem exigentes e as informações acerca disso não estão no site (pelo menos nós não conseguimos achar). O que é importante saber é que o contrato ou a offer letter não serve pra esse processo, justamente porque eles não contém todas as informações que eles exigem.

Eles exigem uma carta que contenha as seguintes informações:

  • Seu cargo na empresa;
  • que você trabalha full-time;
  • a localização da empresa, mostrando que ela fica em Ontario (e não pode ser só o endereço no rodapé da folha, por exemplo);
  • a data de início;
  • que a empresa pretende te empregar pelo mínimo de seis meses;
  • tem que ser a carta original impressa e assinada (nada de cópia).

Vale destacar que, se houver período de experiência, ele não vai contar. Então o tempo daqueles três meses de carência começam a contar depois disso.

Algumas empresas também não topam se comprometer a te empregar por mínimo de seis meses, por motivos acho que óbvios, o que também atrasaria esse processo.

Acho que com esse checklist que pegamos no próprio Service Ontario, fica bem tranquilo pra fazer a carta. O problema é que você só tem acesso a esse checklist indo lá e perdendo a viagem, então fica aqui pra adiantar pra vocês:

Carta do empregador para OHIP

Quando aplicar?

Assim que a pessoa com work permit tiver um emprego full-time (e a carta comprovando isso), ela pode aplicar – e já aplicar para os dois de uma vez. Já aplica logo e fica livre disso, hehe…

Como tem o período de carência (três meses do início do trabalho ou do fim do período de experiência), eles deixam pra enviar o cartão do OHIP apenas quando a data está próxima. Então, depois que você aplica, não precisa ficar naquela aflição esperando chegar.

Qual Service Ontario ir?

É importante atentar pra dois fatores. Primeiro, não são todos os Service Ontario que tem o serviço de aplicar para o OHIP – cada unidade tem sua lista de serviços e isso você consegue verificar pelo site.

O ponto mais complexo, que não conseguimos achar a informação concreta pelo site, é que existem unidades que só atendem residentes permanentes e cidadãos canadenses. O que posso falar é que as unidades em Toronto que eu tenho certeza que atendem não é PR ou cidadão pra fazer o Health Card são as unidades da Sheppard e da College Station (Bay St.).

Ufa! Espero que tenha conseguido explicar pra vocês como que funciona essa burocracia toda. Mas pra ter acesso à saúde pública sem nenhum custo, acho que vale a pena, né?

Qualquer dúvida, ou caso veja algo que esquecemos de falar, só comentar aqui embaixo!

E não esqueçam de compartilhar com quem achará útil!

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Um desabafo sobre os primeiros dias no Canadá

Um desabafo sobre os primeiros dias no Canadá

Faz nove meses que chegamos aqui. Considero que estamos muito bem adaptados. Não temos muito do que reclamar apesar da vida no exterior ser longe de perfeita.

A gente gosta de deixar claro que nem tudo são flores, que o emprego pode demorar a chegar, que o college pode ser bem pesado, que o inglês nos deixa cansados, que a gente também sente saudades e até que o streetcar é um sofrimento! Mas algumas coisas são fáceis deixar passar ou não dar tanta ênfase. A gente fala só “nossa, foi difícil”, mas aí ninguém entende o quanto.

Alguns dias atrás, um dos amigos que fiz num dos tantos grupos de Facebook sobre o Canadá, que acabou de chegar por aqui, me mandou uma mensagem “brigando” (com ênfase nas aspas dessa “briga”, hehe) comigo porque eu nunca avisei que os primeiros dias seriam tão difíceis. Na minha defesa, eu provavelmente avisei (e vou continuar me defendendo assim, haha). Me lembrava de já ter comentado isso individualmente com algumas pessoas ou nosso Snapchat… Mas ele estava certo. Falar “olha, vai ser chato, vai ser difícil…” é bem diferente que abrir o coração e contar exatamente como foi esse período.

Então, eu levei o papo e a brincadeira nossa a sério. Depois de rirmos juntos dessa vida trágica de imigrante, me abri no Snapchat e falei bastante dessa fase e as respostas que tive foram de outras pessoas que estavam passando por essa fase e se sentindo péssimas porque achavam que eram as únicas pessoas experimentando isso.

Isso tudo foi pra explicar porque de eu estar fazendo esse desabafo, ainda mais tanto tempo depois. Até porque quando eu digo que é sobre os primeiros dias no Canadá, eu realmente quero dizer dos primeiros dias. Aquelas primeiras duas semanas ou primeiro mês por aqui. Então, se prepara, que vai ter textão.

Primeiros dias em Toronto

Quando a gente pisa fora do aeroporto, dá uma sensação de alívio muito breve por termos passado pela fase de preparação, visto e chegada ao Canadá. Porque rapidinho já vem aquele medo do incerto: ainda tem muita coisa a ser resolvida.

O principal pra quem chega, e foi assim com a gente, é encontrar onde morar. Acho que isso é mais forte pra quem vem em família, que vai alugar o próprio imóvel e tem que fazer isso tudo do zero e sem saber muito o que esperar.

E essa espera é o que mata. É dessa espera que eu quero falar.

Não viemos pra Toronto como turistas. Nos primeiros dias, nós mal vimos a CN Tower, não patinamos na Nathan Phillips Square, não conhecemos nenhum museu. Mas também não parecia que morávamos aqui. Não tínhamos a nossa cama ou guarda-roupa, não sabíamos nem onde ficavam os garfos na mini cozinha do Airbnb, não tínhamos rotina…

Então, ao mesmo tempo que estávamos hospedados num local temporário como em uma viagem, tudo que resolvíamos era burocrático e completamente diferente do que faríamos numa viagem. Nossas preocupações eram com a nossa sobrevivência aqui. E essa é uma preocupação muito forte pra se ter!

Eu me sentia numa espécie de limbo. Eu não morava aqui, não estava passeando aqui… e eram os dias mais cruciais de toda essa nossa “aventura canadense”. A gente levou razoavelmente pouco tempo para encontrarmos um imóvel, foi tudo em menos de duas semanas. Mas é incrível como esse tempo parece muito mais e como as coisas mais bobas parecem ser extremamente importantes e cruciais.

Não tô nem falando de passar perrengue, de passar fome, frio ou de não ter dinheiro. Não tô falando de sofrimento real. Tô falando do emocional. Isso que é o mais difícil de entender e explicar. E acho que é por isso que é algo que falta falar, porque é algo que depois que passa parece bobeira demais!

Nossas emoções ficam tanto à flor da pele que basta ver um apartamento e não gostar ou não dar certo que parece que tuuuudo está indo por água abaixo. Que drama, né? Mas é verdade.

É uma grande divisão de sentimentos, porque estávamos MUITO felizes por estarmos aqui, mas naqueles dias especificamente, a gente não tava muito feliz, tudo estava muito pesado. E aí a gente se sente culpado por não estar feliz naquele minuto, porque a gente se sente na obrigação disso!

tudo parece bobeira depois porque realmente PASSA. E quando passa, a gente deixa pra lá… Tudo que sentimos é que é algo que por mais que alguém venha com todo o dinheiro do mundo, ainda vai passar por isso. É simplesmente o medo do desconhecido, do não saber como o dia vai ser amanhã.

Por que estamos compartilhando isso

Pra muita gente isso pode ser bobeira e já tô até imaginando gente pensando que isso aconteceu porque nós não estávamos preparados, ou porque essa vida não é pra gente, ou sei lá mais o que… Mas acho que o ponto é que por mais que você tente se preparar, é sempre diferente quando a gente sente na pele. Acho também que isso não deve acontecer com todo mundo, ou que algumas pessoas passem por outra dificuldade inicial.

Mas resolvi compartilhar isso porque se alguém passar por isso, quero que saibam que não é só você e que isso PASSA! O que também não quer dizer que a vida é perfeita depois disso, pois sempre tem o próximo perrengue… 😉

Então, não se sinta culpado ou sozinho no mundo se a vida não parecer maravilhosa automaticamente depois de sair do avião. Foque no que tem que ser resolvido, não se esqueça de curtir um pouco a cidade e lembre-se que todo mundo exige adaptação ao chegar aqui.

 

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